As compras online de canetas emagrecedoras registraram um salto de 149,3% no Brasil no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. O estudo divulgado pela Serasa Experian revela que a busca por medicamentos associados ao GLP-1 movimentou mais de R$ 2,3 bilhões no e-commerce nacional, impulsionada pelo interesse crescente por tratamentos de perda de peso.
Aumento nos golpes e no radar de fraudes
Com a forte expansão da demanda, o comércio eletrônico desses fármacos passou a atrair a atenção de criminosos. A Serasa Experian identificou quase 4 mil tentativas de fraude nas transações analisadas, totalizando R$ 7,8 milhões em riscos barrados.
A categoria de "Saúde" entrou para o grupo do e-commerce com maior volume de ataques bloqueados, ao lado de setores como "Beleza" e "Calçados".
De acordo com Rodrigo Sanchez, executivo da Serasa Experian, o alto valor agregado e a grande procura desses itens impulsionam o risco. Ele reforça a importância de combinar análise de identidade, comportamento e verificação do dispositivo para garantir a segurança sem prejudicar compradores legítimos.
Evolução e picos no volume de compras
A aceleração nas buscas começou na metade de 2025, impulsionada por mudanças regulatórias como a exigência de retenção de receita médica aprovada pela Anvisa. Entre o meio de 2025 e 2026, os picos de pedidos ocorreram em novembro — favorecido pelas ofertas de Black Friday e preparação para as férias — e em março.
Perfil dos compradores e faixas etárias
Os Millennials lideraram o volume de aquisições, seguidos de perto pela Geração X. Juntos, os dois grupos somaram 63,1% das solicitações. No entanto, os Baby Boomers registraram a maior taxa de crescimento, com alta superior a 270% no período.
As mulheres foram responsáveis por 44,2% dos pedidos, superando o público masculino em 75,2%. Além disso, a região Sudeste concentrou a maioria das operações no país (66,1%), enquanto o Nordeste registrou a maior aceleração percentual de vendas.
Orientações para compras seguras
Para evitar golpes, especialistas recomendam adquirir medicamentos apenas em sites oficiais, desconfiar de ofertas com preços excessivamente baixos e evitar links recebidos em mensagens ou redes sociais.
O uso dos tratamentos de GLP-1 exige prescrição médica, retenção de receita na farmácia e acompanhamento de profissional de saúde habilitado.
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