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Segunda-feira, 27 de Julho 2026
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Quase metade dos brasileiros ignora segurança em compras on-line, revela pesquisa

Levantamento da Akamai Technologies indica que o apelo de promoções e ofertas imediatas sobrepõe a verificação de domínios e a proteção de dados pessoais

Quase metade dos brasileiros ignora segurança em compras on-line, revela pesquisa
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A busca por ofertas agressivas no comércio eletrônico tem levado muitos brasileiros a negligenciar protocolos de segurança durante suas compras on-line. Segundo um novo levantamento da Akamai Technologies, 47% dos consumidores no Brasil admitem finalizar transações em promoções-relâmpago sem checar a confiabilidade do site, motivados principalmente pelo senso de urgência.

Embora a maioria dos usuários demonstre consciência sobre os riscos digitais, a prática diverge da teoria. O estudo aponta que 85% dos entrevistados possuem receio real de sofrer golpes na internet, mas acabam priorizando a agilidade do checkout em detrimento da verificação de certificados de segurança.

A disposição para compartilhar informações sensíveis também é alta. Cerca de 51% dos participantes afirmaram que forneceriam dados pessoais sem hesitar caso recebessem benefícios diretos, como frete gratuito ou abatimentos significativos no valor final do produto.

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Entre os pilares que sustentam as decisões de consumo, as promoções lideram com 25% de relevância, seguidas pela diversidade de catálogo (22%) e praticidade (20%). Além disso, o peso social é evidente: 90% dos compradores são influenciados por avaliações de terceiros e conteúdos de marcas em redes sociais.

O impacto das ofertas de tempo limitado

A pressão psicológica exercida por contadores regressivos e estoques limitados é um fator determinante. Aproximadamente 80% dos consumidores confirmam que notificações recebidas via e-mail ou aplicativos de marketplaces exercem forte influência em sua tomada de decisão imediata.

Datas sazonais intensificam esse comportamento. A Black Friday, por exemplo, concentra mais de 40% de todo o volume anual de compras, seguida pelas festas de fim de ano com 25%. Esse fluxo massivo de transações cria o cenário ideal para a proliferação de tentativas de fraude.

Preferência por dispositivos móveis e Pix

O ecossistema digital brasileiro segue consolidado nos dispositivos móveis. Atualmente, 41% do público utiliza o smartphone como ferramenta primordial para acessar lojas virtuais, refletindo a busca por conveniência e rapidez no cotidiano.

No que tange aos métodos de pagamento, o Pix e os cartões de crédito dominam a preferência de 80% dos usuários. A expansão dos pagamentos instantâneos acelerou o ritmo do varejo, mas também exige camadas extras de monitoramento contra invasões e acessos indevidos.

As categorias de produtos mais procuradas no último ano foram moda e vestuário (64%), itens de beleza e cuidados pessoais (49%) e eletrônicos (31%), consolidando esses setores como os motores do e-commerce nacional.

Principais vulnerabilidades e expectativas

A experiência com crimes cibernéticos é comum no país: três em cada quatro brasileiros já foram vítimas ou conhecem alguém que sofreu golpes. O problema mais recorrente é a não entrega de mercadorias (46%), seguido por fraudes em canais de atendimento e clonagem de cartões.

Diante desse cenário, os consumidores demandam maior proteção das plataformas. As principais exigências incluem notificações de transações em tempo real (67%), políticas claras de estorno em casos de irregularidades (57%) e o uso obrigatório de autenticação em dois fatores (53%).

Fernando Serto, Field CTO da Akamai para a América Latina, ressalta que as marcas precisam encontrar um equilíbrio entre a fluidez da venda e a proteção do cliente. Para o executivo, a evolução do comportamento digital cria novas brechas que precisam ser mitigadas com tecnologia robusta.

“Fatores como a urgência encurtam a jornada de compra, mas as empresas devem garantir que essa velocidade não comprometa a confiança do usuário, especialmente em períodos de alta demanda”, conclui Serto.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Varejo

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