O avanço da IA no e-commerce movimentou R$ 10,9 milhões em vendas no Brasil durante o primeiro semestre de 2026, impulsionado por ferramentas de recomendação e automação. O dado é de um estudo recente da edrone, plataforma de CRM que revelou que 89,4% dos e-commerces analisados já utilizam tecnologias de inteligência artificial em suas rotinas operacionais.
A pesquisa acompanhou cerca de mil lojas virtuais ativas e avaliou o impacto da tecnologia na criação de campanhas de marketing, na personalização de ofertas e no suporte ao cliente. Os resultados demonstram um impacto direto no faturamento dos varejistas.
Entre as ferramentas analisadas, os e-commerces que utilizam o Gerador de E-mail com IA registram receita 9,9% maior em comparação aos que não adotam o recurso. Além disso, o widget de Recomendações Inteligentes alcançou um ticket médio de R$ 564,49 por pedido concluído.
Segundo Anna Neiva, Head of Marketing da edrone no Brasil, os dados indicam que a tecnologia deixou de ser experimental para se tornar parte essencial da operação diária de e-commerces de diversos portes e segmentos no país.
Diferenças na adoção da tecnologia por segmento
O levantamento aponta que o setor de moda e acessórios lidera o uso geral das ferramentas. O segmento responde por 30,6% das newsletters criadas por automação, 34,3% dos banners e 36,3% das recomendações inteligentes do sistema.
Apesar da liderança da moda em volume, nichos menores se destacam em eficiência. Em banners de captura de inscrições, por exemplo, o setor de artigos para escritório obteve uma taxa de conversão de 65%, superando os 33% registrados pelo mercado de moda.
No atendimento via chat, o Agente de Vendas com IA apresentou desempenho expressivo e uniforme em todos os setores. A ferramenta consegue resolver de 97% a 99% das demandas sem auxílio humano, reservando a intervenção manual apenas para casos complexos ou reclamações.
Anna Neiva enfatiza que a necessidade do negócio dita o tipo de automação escolhido. Setores consultivos, como alimentos, saúde e joias, concentram esforços no chat, enquanto lojas com forte comunicação de catálogo focam na criação automatizada de conteúdo.
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