A adtech americana Flipp intensifica suas operações no Brasil ao apostar no modelo de retail media offsite. Chegada ao país em agosto, a empresa busca integrar a navegação digital dos consumidores às compras no comércio físico, posicionando-se de forma oposta às redes onsite tradicionais de grandes marketplaces.
Em entrevista exclusiva à Central do Varejo, Miguel Rojo Santamaría, diretor-geral da Flipp no Brasil, destacou que a operação nacional já conta com cinco clientes recorrentes, incluindo quatro grandes varejistas e uma marca de consumo.
Além das contas fixas, a empresa realiza testes com marcas diversas e redes regionais. O objetivo central é capturar a atenção do cliente no ambiente virtual e mensurar com precisão a conversão nas lojas físicas.
Foco na conversão do varejo físico
A escolha do Brasil decorre do tamanho de sua economia e do perfil altamente conectado da população. Contudo, cerca de 80% de todas as transações varejistas no país ainda ocorrem presencialmente.
No setor alimentar, esse índice chega a 95%, enquanto em eletroeletrônicos fica entre 60% e 70%. Santamaría explica que o diferencial da adtech é rastrear a visita presencial gerada pelo anúncio digital, algo que supera as métricas habituais do mercado.
Tecnologia NativeX e expansão nacional
O principal produto da adtech no mercado brasileiro é o formato NativeX. Essa tecnologia permite exibir mais de 100 produtos em um único anúncio interativo, sem interromper a navegação do usuário.
Cada item é monitorado de maneira individual para identificar preferências de consumo. O formato atua diretamente no fluxo de rolagem de conteúdo em formatos como coleções ou vídeos adaptáveis.
Fim da divisão entre físico e digital
Para o primeiro ano, a meta é consolidar parcerias estratégicas em soluções de impulsionamento de vendas presenciais. A empresa também projeta lançar recursos focados em hiperlocalização até o final do ano.
Segundo a liderança da Flipp, a fronteira entre mídia digital e física deixará de existir. Como a jornada de compra atual não é linear, a relevância do anúncio dependerá cada vez mais da proximidade geográfica com o consumidor.
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