O setor de quick commerce no Brasil deve alcançar o volume de US$ 6,45 bilhões até 2029, impulsionado por um crescimento anual de 8,6%, conforme projeções da consultoria PayNXT360 divulgadas em abril de 2026. O modelo de entregas ultrarrápidas vem redefinindo o consumo de conveniência, alimentos e itens farmacêuticos em grandes centros urbanos do país.
Estimado em R$ 32,9 bilhões na cotação de agosto de 2026, o segmento registrou US$ 4,27 bilhões em 2024 e prevê fechar 2025 com US$ 4,64 bilhões. Entre 2020 e 2024, a expansão média do setor já vinha em um ritmo forte de 8,2% ao ano.
O que é o modelo de quick commerce
Também conhecido como q-commerce, o formato consiste na entrega de mercadorias de supermercado, farmácia e conveniência em até 60 minutos, ocorrendo frequentemente entre 10 e 30 minutos após o pedido. A rapidez do serviço só é possível graças à infraestrutura das dark stores.
Essas estruturas funcionam como microcentros de distribuição fechados ao público e localizados dentro de bairros residenciais. Diferente do e-commerce tradicional, uma dark store atende a um raio de poucos quilômetros e trabalha com um sortimento reduzido de produtos essenciais.
No mercado brasileiro, o ecossistema evoluiu a partir dos aplicativos de entrega de refeições. Empresas como iFood e Rappi integraram verticais de mercado à mesma plataforma, facilitando a adesão do consumidor sem a necessidade de novos downloads.
Operação logística e atuação dos principais players
A logística eficiente depende do controle de estoque local e de algoritmos de roteirização para entregas de última milha. Os pedidos são separados rapidamente por sistemas de picking e despachados via motos, bicicletas ou carros.
Atualmente, iFood, Rappi e Zé Delivery lideram a modalidade no país. A Rappi atua com a marca Rappi Turbo para entregas de dez minutos, enquanto a Zé Delivery domina o nicho de bebidas expressas. A startup Daki também se destaca no setor com operação própria de dark stores em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Com receita anualizada próxima de R$ 1 bilhão e avaliação de US$ 800 milhões em 2023, a Daki teve uma fatia minoritária de menos de 5% adquirida pelo iFood em maio de 2026. Paralelamente, a Shopee lançou serviços instantâneos em 2026 para encurtar prazos operacionais.
Tendências e consolidação do mercado
Segundo a pesquisa da PayNXT360, os próximos anos devem ser marcados pela consolidação em grandes ecossistemas multicategoria. O serviço de entrega rápida deixará de ser isolado para integrar super-apps que unificam compras, pagamentos e mobilidade.
Perguntas frequentes sobre entregas rápidas
Qual a diferença entre quick commerce e e-commerce tradicional?
O e-commerce tradicional utiliza grandes centros logísticos com prazos de entrega em dias. Já o quick commerce foca no raio de poucos quilômetros, entregando itens essenciais via dark stores em questão de minutos.
Quais são os principais concorrentes no Brasil?
O ecossistema é liderado por iFood, Rappi e Zé Delivery, contando também com a presença especialista da Daki e a recente entrada da Shopee no segmento de entregas instantâneas.

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