Em meio a severos desafios financeiros, a nova reestruturação da Casas Bahia prevê o fechamento de mais unidades e a demissão de até 30% do seu quadro de colaboradores. A medida visa conter gastos operacionais após a empresa acumular prejuízos bilionários nos últimos trimestres.
Para organizar o plano de corte de custos, a empresa adiou a apresentação dos seus resultados do segundo trimestre para esta sexta-feira (14). De acordo com informações do Valor Econômico, desligamentos já começaram a ser executados nos últimos dias, com fornecedores sendo comunicados para avaliar os impactos da redução operacional.
Essa readequação aprofunda um movimento de retração física que já dura anos. Nos 12 meses encerrados em março, o grupo encerrou 26 pontos de venda das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, somando 1.042 unidades ativas ao final do período.
Pressionada por dívidas e prejuízos bilionários
O balanço financeiro reflete a gravidade do cenário. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou um prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão, patamar que supera o dobro do resultado negativo apurado no mesmo período do ano anterior.
A empresa tenta reequilibrar suas contas desde 2023, tendo recorrido à recuperação extrajudicial no ano passado para renegociar cerca de R$ 4 bilhões em dívidas. O processo resultou na alteração do controle acionário, repassando 85,5% do capital para a Mapa Capital.
Apesar do avanço no canal digital, cujas vendas de produtos próprios subiram 26% no primeiro trimestre, o desempenho do comércio eletrônico não foi suficiente para estancar as perdas do grupo. Para preservar o caixa, a varejista também tem prorrogado pagamentos a parceiros do marketplace.
Procurada para comentar sobre as demissões, os encerramentos de lojas e a alteração na data do balanço, a Casas Bahia não enviou posicionamento oficial até o momento.

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