Um levantamento conduzido pela Scanntech em parceria com a McKinsey e o Google revelou, durante o evento (IN) Motion 2026, as principais tendências de consumo que estão redefinindo o mercado brasileiro. A análise aponta que fatores como a busca por saúde, o avanço da premiumização e alterações nos hábitos de compra já alcançaram massa crítica no país.
O estudo cruza informações diretamente dos pontos de venda com pesquisas comportamentais e análises de inteligência artificial. Segundo a pesquisa, as mudanças afetam desde a escolha do portfólio de produtos até a frequência de visitas às lojas.
Efeito K e o crescimento do mercado premium
O relatório destaca o chamado efeito K, no qual famílias de maior poder aquisitivo aumentam a renda disponível, enquanto classes populares sofrem com o endividamento. Com isso, 58% das categorias analisadas registraram crescimento nas marcas premium.
Esse comportamento impacta a inflação percebida nos supermercados. Em bairros nobres como o Itaim Bibi, em São Paulo, os itens premium representam 48% das vendas. Já em regiões de menor renda, marcas econômicas dominam o volume, reduzindo o consumo de itens básicos.
Saudabilidade e uso de GLP-1 alteram a demanda
A preocupação com o bem-estar físico e emocional tornou-se prioritária para 94% dos brasileiros. O mercado formal de medicamentos da classe GLP-1 atingiu R$ 16 bilhões, apresentando salto de 244% no primeiro semestre de 2026.
O uso desses remédios provoca reflexos diretos na alimentação. Entre seus usuários, observa-se a diminuição na compra de bebidas, perecíveis e alimentos em geral, exigindo adaptações rápidas por parte das indústrias e varejistas.
Mudanças no perfil do carrinho e jornada digital
Com famílias menores e mais urbanizadas, as tradicionais compras de abastecimento perderam espaço para visitas de reposição. O volume adquirido por ida ao mercado caiu, porém a frequência dos consumidores recorrentes impulsiona o faturamento do setor.
Além disso, a tecnologia ganha papel central nas decisões. Cerca de 34% dos jovens da Geração Z utilizam redes sociais para decidir compras, enquanto a inteligência artificial ganha espaço para pesquisas em categorias como beleza e eletrônicos.

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