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Domingo, 16 de Agosto 2026
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Processo de recuperação extrajudicial da Havanna renegocia dívida de R$ 127,7 milhões

Pedido inclui seis empresas do grupo de perfumaria de Marcos Rothenberg, enquanto a rede argentina projeta expansão no Brasil.

Processo de recuperação extrajudicial da Havanna renegocia dívida de R$ 127,7 milhões
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A recuperação extrajudicial da Havanna e de outras cinco empresas do grupo controlado por Marcos Rothenberg renegocia R$ 127,7 milhões em dívidas na 1ª Vara Regional de Competência Empresarial de São Paulo, motivada pela alta dos juros e concentração em shopping centers.

Apesar da fama da rede argentina de cafeterias, o núcleo principal do grupo atua no segmento de perfumes e cosméticos. Empresas como Aeger, Casma do Brasil, Delfos e Fly Shopping operam a marca Fragrance, enquanto a Café Del Plata e a DGA Doces Del Plata gerenciam as lojas e franquias do café.

A inclusão conjunta das seis companhias ocorre porque elas atuam como avalistas recíprocas em débitos contratados com o Banco do Brasil, Banco Pine e Banco Sofisa. Em nota oficial, a marca esclarece que os débitos pertencem a outros negócios do controlador, sem comprometer a saúde operacional da rede.

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Fatores econômicos e alta dos juros

Segundo a petição apresentada à Justiça, a forte dependência de shoppings centers, onde estão mais de 90% dos pontos de venda do grupo, pressionou as finanças. Os empréstimos assumidos em 2020 e 2021 com a taxa Selic abaixo de 3% encareceram drasticamente com a elevação dos juros para mais de 12% nos anos seguintes.

A petição destaca que a operação de cafeterias não tem crise própria, embora a operadora Café Del Plata enfrente uma ação de falência movida pela Top Cau por R$ 4,18 milhões em notas abertas. Paralelamente, ex-franqueados pediram a suspensão de novas franquias do grupo, que também detém a Água de Cheiro.

Propostas aos credores e planos de expansão

O maior credor do processo é o Explorer Fundo de Investimento, com R$ 45,8 milhões a receber. A proposta apresentada prevê deságio de 95%, carência de 12 meses e parcelamento do saldo em dez anos. O plano já obteve aprovação entre 59,4% e 65,4% dos créditos válidos.

Mesmo durante a reestruturação judicial do grupo acionista, a empresa mantém planos otimistas de crescimento. A rede relata a abertura de mais de 30 unidades no primeiro semestre de 2026, somando mais de 250 pontos no Brasil, com meta de alcançar 700 lojas até 2030 e faturamento projetado em R$ 500 milhões para este ano.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Varejo

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