No primeiro semestre de 2026, o Pix no e-commerce tornou-se o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros em volume de transações, representando 52% do total de vendas na plataforma da Appmax, embora o cartão de crédito continue liderando o faturamento do setor.
Apesar de registrar menor número absoluto de pedidos, o cartão de crédito manteve a liderança no faturamento do comércio eletrônico no período, concentrando 64% do montante movimentado. Em contrapartida, a modalidade instantânea respondeu por 35,2% dos valores transacionados.
Essa diferença entre a quantidade de pedidos e a receita decorre do tíquete médio de cada modalidade. As compras efetuadas com cartão registraram valor médio de R$ 346,83, impulsionadas pelo parcelamento, enquanto as transações via Pix atingiram R$ 178,77.
Crescimento do mercado e força das modalidades
A base de dados analisada pela Appmax revelou um avanço expressivo do comércio digital, com salto de 59% no faturamento total em comparação ao primeiro semestre de 2025. O volume total de transações subiu 47%, elevando o tíquete médio geral para R$ 261.
O valor financeiro movimentado pelo Pix registrou uma alta de 64,2% no comparativo anual. Já o cartão de crédito cresceu 58,1%, demonstrando que a expansão do Pix ocorre de forma complementar, sem substituir o cartão nas compras de maior valor.
Estratégias de recuperação de vendas
O levantamento também analisou a eficiência das soluções voltadas ao resgate de vendas não concluídas. A estratégia de recuperação de pedidos com Pix expirado apresentou uma taxa de conversão de 14,3% nas lojas virtuais acompanhadas pela fintech.
Além disso, o resgate de carrinhos abandonados devolveu R$ 46,2 milhões em faturamento aos lojistas no semestre, o que representa uma alta de 27,2%. Nas transações negadas originalmente, o tíquete médio das compras recuperadas alcançou R$ 780, avanço de 135,8%.
“Levamos a recuperação de vendas a um novo patamar de personalização no checkout. A tecnologia atua diretamente na dor do consumidor no momento do abandono, contornando objeções em tempo real e de forma consultiva. Isso transforma o resgate de receitas em uma alavanca previsível e de alta eficiência para o lojista”, ressalta Betina Wecker, CRO da Appmax.
Tíquete médio por região do Brasil
O estudo apontou variações regionais no valor médio gasto por pedido. A Região Norte registrou o maior tíquete médio do país, atingindo R$ 283, impulsionada pela menor densidade do varejo físico local e pelos custos de frete.
Na sequência do ranking, aparecem o Sul e o Centro-Oeste (ambos com R$ 268), o Nordeste (R$ 263) e o Sudeste (R$ 257). Todas as regiões brasileiras registraram crescimento entre 6% e 9% em seus tíquetes médios em relação a 2025.
Apesar de ter o menor valor médio por compra, o Sudeste concentra 59,5% de todo o faturamento analisado no e-commerce nacional, sendo o estado de São Paulo responsável por 37% desse montante.

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