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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
E-commerce

Uso do app próprio da marca cresce e se consolida no varejo brasileiro

Pesquisa da Kobe revela que promoções exclusivas e facilidade de recompra motivam os consumidores a usarem canais proprietários em vez de marketplaces.

Uso do app próprio da marca cresce e se consolida no varejo brasileiro
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O uso do app próprio da marca ganha cada vez mais força no Brasil para fidelizar clientes, mesmo diante do domínio dos grandes marketplaces. É o que revela o estudo Kobe App Commerce Report 2026, indicando que a busca por benefícios exclusivos e facilidade de recompra orienta essa mudança no ecossistema de vendas digitais.

De acordo com a pesquisa, cerca de 90% dos brasileiros realizaram compras em marketplaces nos últimos três meses. Essas plataformas consolidadas continuam essenciais nas fases iniciais da jornada do cliente, atuando principalmente na descoberta de produtos, comparação de preços e leitura de avaliações.

Por outro lado, o aplicativo proprietário assume um papel estratégico no momento decisivo: 61% das pessoas preferem utilizar o app próprio da marca quando já sabem exatamente o produto que desejam adquirir. Além disso, 80% optam por esse canal para aproveitar promoções exclusivas.

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“Os marketplaces ajudaram o consumidor a se acostumar com a compra por aplicativo. Agora, o desafio das marcas é criar motivos reais para que esse consumidor volte ao app próprio. Isso passa por benefício exclusivo, recompra facilitada, histórico, rastreio, pagamento salvo, atendimento e uma experiência mais conectada com a marca”, explica Fabio Barboza, CEO e cofundador da Kobe.

Jornada do cliente e pós-venda

A pesquisa detalha que 71% dos consumidores utilizam marketplaces para comparar preços, 51% para pesquisar diferentes marcas e 43% para ler avaliações. No entanto, o aplicativo da marca destaca-se na fase pós-compra, impulsionado por recursos como rastreamento em tempo real, histórico detalhado de compras e salvamento de dados de pagamento.

“O app próprio da marca não substitui o marketplace. Ele ocupa outro papel. O marketplace costuma ser forte na descoberta e na comparação. O app da marca ganha força quando existe intenção clara, vínculo, benefício e recorrência”, ressalta Barboza.

Segundo o executivo, quando o aplicativo oferece conveniência genuína, ele evolui de mero canal de vendas para uma valiosa camada de relacionamento estratégico com o público.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Varejo

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