O e-commerce brasileiro movimentou R$ 208,4 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, alcançando uma alta de 16,9% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.
Essa expansão financeira veio acompanhada de uma transformação relevante nos hábitos de consumo da população.
Houve um salto expressivo na quantidade de pedidos realizados, ao mesmo tempo em que cada operação registrou uma retração no valor investido.
Entre janeiro e junho, o setor contabilizou 756,7 milhões de transações, representando um crescimento de 34,8% segundo dados da Confi em parceria com o E-commerce Brasil.
Em contrapartida, o ticket médio sofreu uma queda de 13,3%, situando-se em R$ 275,50 por compra.
Novos desafios operacionais
Com mais operações sendo realizadas, a complexidade logística e financeira para as empresas aumentou consideravelmente.
Edson Vasconcelos, CEO do EcommIT, aponta que a visibilidade sobre a jornada de pagamento tornou-se estratégica.
“Os números mostram um consumidor mais ativo no digital, mas também uma operação mais complexa para as empresas”, afirma Edson Vasconcelos.
Destaques por categorias
O mercado apresentou variações significativas entre os setores analisados durante o período.
O segmento de saúde liderou em termos de ritmo de crescimento, registrando alta de 45,8% impulsionada pelas vendas de canetas emagrecedoras.
Já a categoria de moda e acessórios manteve a liderança absoluta no volume total de faturamento.
Perspectivas para o segundo semestre
A expectativa da Confi é que o comércio eletrônico encerre o ano de 2026 com um volume acumulado de R$ 462,5 bilhões.

Portal Varejo
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