Empresas que pretendem adquirir notebooks para equipar escritórios no segundo semestre de 2026 devem se preparar para um aumento nos custos. De acordo com um relatório da TrendForce, o preço final desses equipamentos pode subir até 40% até o fim do ano, impulsionado pelo encarecimento de componentes como memórias e unidades de armazenamento, cuja demanda também cresce em razão dos centros de dados voltados à inteligência artificial (IA).
O cenário afeta especialmente pequenos e médios negócios, que precisam equilibrar investimentos em tecnologia sem comprometer o orçamento. Um exemplo dessa alta está no preço de um kit de memória DDR5 de 16 GB. O componente custava, em média, R$ 599 no fim de novembro de 2025, passou para R$ 2.500 em janeiro de 2026 e atualmente está estabilizado em R$ 1.943.
Diante desse contexto, especialistas apontam que a renovação do parque tecnológico exige mais planejamento e análise das necessidades da empresa.
Alta dos notebooks exige planejamento
Segundo Daniel Fernandes, CRO da Plugify, fintech de locação e gestão de notebooks corporativos, o aumento dos preços muda a forma como as empresas precisam encarar os investimentos em tecnologia.
“O segundo semestre de 2026 será um desafio para os orçamentos das empresas. O aumento exige que as companhias olhem para a tecnologia como um ativo financeiro de alta volatilidade”, disse o especialista ao veículo Carta Capital.
Além da alta dos preços, a perspectiva para os próximos anos também influencia as decisões de compra. Conforme citado no release, o presidente do Grupo SK Hynix, Tae-won Chey, afirmou que a escassez global de chips de memória deve se estender por anos, reduzindo a expectativa de uma queda rápida nos custos dos equipamentos.
Notebooks seminovos são uma alternativa viável?
Outra alternativa para reduzir despesas é a aquisição de notebooks seminovos certificados. No entanto, especialistas alertam para a importância de verificar a origem e as condições dos equipamentos antes da compra.
Georgia Rivellino, diretora de Marketing, Produtos e Soluções da Simpress, afirma:
“Dispositivos seminovos, quando passam por processos rigorosos de certificação, conseguem entregar desempenho, confiabilidade e uma redução importante de custos.”
Antes de fechar negócio, a recomendação é analisar cinco aspectos: a procedência do notebook, a existência de testes e certificações técnicas, as condições de garantia e atendimento, o estado físico do equipamento — incluindo bateria, tela, teclado e conexões — e a compatibilidade com os programas utilizados pela empresa.
Segundo Rivellino, a empresa revitaliza mais de 44 mil equipamentos por ano após inspeção completa, permitindo economia de até 60% em relação à compra de notebooks novos.
Suporte técnico também deve entrar na avaliação
Além das especificações técnicas, o suporte oferecido pelo fornecedor pode influenciar o custo operacional da empresa. Equipamentos parados por falhas ou demora no atendimento podem impactar diretamente as atividades do negócio.
Ana Souza, head de Marketing da ASUS Brasil, destaca:
“Nosso objetivo é reforçar que empresas e profissionais devem dedicar energia ao crescimento dos negócios, enquanto a marca cuida da confiabilidade da infraestrutura de trabalho.”
Antes da compra, a orientação é verificar o prazo de atendimento em caso de defeito e a disponibilidade de garantia on-site, na qual o técnico realiza o atendimento diretamente no local de uso do equipamento.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se