A evolução das fraudes digitais no Brasil superou o tradicional roubo de senhas. Um levantamento recente da Certta em parceria com a Nexus aponta que os criminosos migraram para a clonagem de pessoas com o uso de inteligência artificial generativa, unindo voz, fotos e vídeos.
Segundo o estudo Mapa de Confiança Digital, realizado entre janeiro e julho de 2026, a discussão sobre a manipulação de dados gerou milhares de menções. O objetivo é simular identidades hiper-realistas para enganar sistemas de segurança e vítimas em todo o país.
Rodrigo Lattaro, CMO da Certta, destaca que o cenário é alarmante para a sociedade. A possibilidade de ter a imagem ou a voz reproduzida por criminosos aumenta drasticamente a sensação de vulnerabilidade entre os consumidores.
Golpes financeiros via PIX
As análises indicam que essa nova tática é frequentemente utilizada para provocar prejuízos financeiros diretos, especialmente em fraudes envolvendo transações via PIX.
Apesar do avanço tecnológico dos criminosos, o conhecimento prático da população ainda é inicial. Buscas na internet revelam dúvidas básicas sobre o conceito e a legalidade das chamadas deepfakes.
O levantamento também apontou que o debate sobre dados pessoais e LGPD ganha força. Práticas como o SIM Swap facilitam a exposição de informações e abrem caminho para as novas modalidades de fraude.
A divulgação do estudo antecede datas comemorativas importantes para o varejo, como o Dia do Cliente, período em que o aumento das transações online exige atenção redobrada dos consumidores.
A base da pesquisa incluiu dezenas de milhares de menções e interações em redes sociais como Facebook, Instagram e X, além de análises de intenção de busca.

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