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Sábado, 01 de Agosto 2026
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Anvisa aprova cinco novas canetas emagrecedoras para ampliar a concorrência no Brasil

Liberação das opções à base de semaglutida deve baratear tratamentos e facilitar a adesão de pacientes com obesidade e diabetes, indica pesquisa da Febrafar.

Anvisa aprova cinco novas canetas emagrecedoras para ampliar a concorrência no Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas emagrecedoras à base de semaglutida no Brasil. A medida promete impulsionar a concorrência no mercado nacional de agonistas de GLP-1, gerando a expectativa de uma redução progressiva nos preços para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.

Os remédios autorizados foram Zempneo, Semavy, Orsema, Seemasun e Owozy. As marcas chegam para rivalizar com o Ozivy, primeiro concorrente nacional lançado após o término da patente da molécula original no país.

Impacto direto no bolso do consumidor

Uma pesquisa da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) aponta que o alto valor ainda é a principal barreira do tratamento. Dos pacientes aptos, somente 28% conseguem arcar com os custos de forma contínua.

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Além disso, cerca de 65% das pessoas abandonam a terapia antes do tempo por questões financeiras. Segundo os médicos consultados, um desconto médio de 35% nos valores praticados viabilizaria a continuidade do tratamento para 45% dos pacientes.

O presidente da Febrafar, Edison Tamascia, destaca que o setor entra em uma nova fase. Para o executivo, o aumento de marcas aprovadas pela Anvisa expande as perspectivas de acesso e fortalece o ambiente concorrencial.

Benefícios clínicos e segurança no uso

O levantamento da Febrafar contou com a visão de 1.067 médicos de diversas especialidades. A maioria indicou otimismo com a chegada de genéricos e similares, desde que comprovem eficácia, segurança e qualidade equivalentes às alternativas pioneiras.

Apesar de populares pelo emagrecimento, os medicamentos trazem ganhos significativos no controle glicêmico, saúde cardiovascular e redução da compulsão alimentar. Condições como hipertensão e apneia do sono também apresentam melhora considerável.

Outro ponto crítico é a preocupação médica com a automedicação: cerca de 7% dos pacientes admitem ter usado o fármaco sem receita prévia. A Febrafar alerta que esses tratamentos exigem acompanhamento rigoroso e compra exclusiva no canal farmacêutico regular.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Varejo

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