Nesta quarta-feira (5), a companhia dona das marcas Riachuelo, Casa Riachuelo, Carter's e Midway Financeira reportou os seus balanços financeiros. O lucro da Riachuelo atingiu o recorde histórico de R$ 168 milhões no segundo trimestre de 2026, representando um avanço expressivo de 36,2% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior graças ao forte desempenho operacional.
No segmento de vestuário, o indicador de Vendas no Mesmo Conceito (SSS) registrou alta de 7,8%, marcando o 12º trimestre seguido de expansão. Além disso, a margem bruta da categoria bateu 59,2%, o maior patamar já registrado pela varejista para um segundo trimestre.
EBITDA de Mercadorias e braço financeiro em ascensão
O EBITDA de Mercadorias somou R$ 342 milhões, o que equivale a um crescimento de 14,7% na comparação anual. A margem atingiu 17,0%, consolidando o melhor resultado para o período nos últimos 11 anos.
Paralelamente, a Midway Financeira registrou um aumento de 7,0% na receita bruta, gerando um EBITDA de R$ 119 milhões (alta de 7,2%). O desempenho do braço financeiro foi sustentado pelo crescimento da carteira de crédito e pelo rigor no controle de riscos.
No balanço consolidado, o EBITDA da empresa atingiu R$ 461 milhões, montante 12,7% superior ao registrado no 2T25. A margem EBITDA ajustada ficou em 17,1%, atingindo a maior marca para o trimestre em 12 anos.
Estratégia e expansão física do grupo
Segundo André Farber, CEO da Riachuelo, os números comprovam a solidez do modelo de negócios. O executivo destacou a combinação de crescimento nas vendas com expansão das margens de rentabilidade, somados aos investimentos contínuos na evolução operacional e na experiência do cliente.
Reforçando a estratégia de expansão e modernização, a rede concluiu a reformulação de sua unidade no ParkShopping Barigui, em Curitiba. O espaço passou a funcionar como a primeira loja full no conceito Incrivelmente Brasil. Até o encerramento do ano, a empresa projeta realizar entre 15 e 20 inaugurações e reformas.
Complementando a análise, o CFO Miguel Cafruni ressaltou que a evolução consistente dos indicadores é fruto de uma gestão disciplinada na alocação de capital e no controle rigoroso das despesas corporativas.

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