O mercado varejista brasileiro se prepara para o Dia dos Pais 2026, que será celebrado no dia 9 de agosto, com expectativa de movimentar bilhões de reais em comércio e serviços impulsionados pelo aumento no ticket médio dos consumidores.
De acordo com levantamento da Abecs em parceria com o Datafolha, a data deve injetar R$ 9 bilhões na economia, representando uma alta de 13,3% em relação ao ano anterior. Por outro lado, a estimativa da CNDL e do SPC Brasil indica um volume ainda maior, alcançando R$ 29,7 bilhões com cerca de 104 milhões de compradores nas capitais.
Essa divergência nos valores projetados ocorre devido às diferenças metodológicas e ao escopo de abrangência adotados por cada instituição de pesquisa durante as entrevistas.
Data e origem do Dia dos Pais
Comemorado tradicionalmente no segundo domingo de agosto, a celebração cai no dia 9 de agosto em 2026. A tradição no país teve início em 1953, criada pelo publicitário Sylvio Bhering, então diretor do jornal O Globo, para coincidir com a data dedicada a São Joaquim.
Como a comemoração varia conforme o calendário de domingos, as datas dos anos anteriores caíram em 10 de agosto em 2025 e 11 de agosto em 2024.
Comportamento de compra e ticket médio
A intenção de presentear subiu de 42% para 44%, segundo o estudo Abecs/Datafolha, alcançando cerca de 73 milhões de pessoas. O gasto médio previsto subiu para R$ 231, superando os R$ 194 de 2025 e os R$ 181 de 2024. O levantamento revela ainda que os homens pretendem gastar R$ 266, enquanto as mulheres estimam um ticket de R$ 196.
O interesse em comprar atinge 50% entre pessoas das classes A/B e com ensino superior. Já nas classes D/E, o índice fica em 37%, e entre pessoas com ensino fundamental, chega a 33%.
A pesquisa da CNDL/SPC Brasil, realizada em capitais, aponta 63% de intenção de compra. Do total que vai comprar, 36% pretendem desembolsar mais que no ano anterior, impulsionados pela busca por presentes melhores (61%) e pela alta nos preços (38%).
Categorias e canais preferidos
O setor de vestuário lidera a preferência do público, sendo citado por 57% dos entrevistados no estudo Abecs/Datafolha. Cosméticos e perfumaria aparecem na sequência com 19%, seguidos por acessórios (11%) e eletrônicos (5%).
Apesar da expansão do e-commerce — que deve faturar R$ 258 bilhões em 2026 segundo a ABComm —, as lojas físicas mantêm a preferência de 64% dos consumidores, contra 35% que pretendem comprar online.
Formas de pagamento e estratégias
O uso de cartões de crédito e débito atingiu 44% no período. Entre os que optarão pelo cartão de crédito, 62% pretendem parcelar o valor gasto, o que reforça a importância do planejamento financeiro das famílias.
Para o comércio se destacar, especialistas recomendam divulgar prazos de entrega e condições de parcelamento com antecedência, manter catálogos atualizados em redes sociais e oferecer opções diversificadas de pagamento no checkout, como Pix e carteiras digitais.

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