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Quarta-feira, 29 de Julho 2026
Notícias/Geral

Com destaque para a América Latina, resultados da Mondelēz somam US$ 9,36 bilhões

Apesar do forte avanço do lucro por ação reportado impulsionado por commodities, o lucro ajustado da fabricante recuou 2,7% devido a custos operacionais.

Com destaque para a América Latina, resultados da Mondelēz somam US$ 9,36 bilhões
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A multinacional de alimentos divulgou na terça-feira os resultados da Mondelēz referentes ao segundo trimestre de 2026, reportando uma receita líquida global de US$ 9,36 bilhões. O montante representa um crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, sustentado por um avanço orgânico de 2,2% e uma expansão de 0,7% em volume e mix de produtos.

A América Latina despontou como a região de maior dinamismo para a companhia, registrando US$ 1,37 bilhão em faturamento, com uma alta reportada de 15,1% e avanço orgânico de 8,4%. Enquanto isso, a divisão de Ásia, Oriente Médio e África alcançou US$ 1,97 bilhão em receita, e a América do Norte cresceu 3,4% organicamente, totalizando US$ 2,63 bilhões.

Em contrapartida, a operação europeia apresentou retração no desempenho trimestral. A Europa foi a única divisão com queda na receita reportada, encolhendo 1,0% para US$ 3,38 bilhões, impulsionada por uma diminuição orgânica de 3,5% nas vendas locais.

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Variação no lucro por ação e margem operacional

O lucro diluído por ação (EPS) reportado teve expressiva alta de 144,9%, atingindo US$ 1,20. Esse salto financeiro foi impulsionado sobretudo por movimentações favoráveis de marcação a mercado em derivados de commodities e câmbio, somados ao alívio em obrigações trabalhistas relativas a planos de pensão.

Por outro lado, o EPS ajustado recuou 2,7% em moeda constante, fixando-se em US$ 0,73. A queda do indicador reflete pressões operacionais e aumento nas despesas financeiras com juros, compensados parcialmente pela redução na carga de impostos e variações cambiais benéficas no período.

A margem operacional reportada expandiu 7,8 pontos percentuais, para 20,8%. Já a margem ajustada caiu 1,2 ponto percentual, encerrando em 13,1% sob a pressão de custos mais altos de matérias-primas e maiores aportes em publicidade. No acumulado do primeiro semestre, a receita líquida somou US$ 19,44 bilhões, alta de 6,2%.

Demonstrando solidez, a empresa elevou o dividendo trimestral em 4% e retornou US$ 1,5 bilhão aos acionistas nos seis primeiros meses do ano. O CEO Dirk Van de Put destacou a expansão de receita e o ganho de participação. Diante do desempenho, a projeção de crescimento orgânico de receita para 2026 foi elevada para pelo menos 2%.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Varejo

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