O planejamento para a Black Friday tornou-se essencial para lojistas no Brasil, já que os consumidores começam a pesquisar e comparar preços semanas antes da data. Dados da Microsoft apontam que a jornada de compra leva cerca de 35 dias, exigindo antecipação de ofertas e estoque.
De acordo com o mesmo estudo, 55% das conversões registradas na internet durante o mês de novembro se originam em buscas feitas ainda em outubro. Esse hábito reflete um perfil de comprador mais analítico e atento às oscilações do mercado.
Segundo Claudio Dias, CEO da Magis5, o evento não se restringe mais a um único dia. Os meses de agosto e setembro viraram momentos decisivos para estruturar campanhas, selecionar mercadorias e definir tabelas de desconto sem comprometer a margem de lucro.
Além da estratégia de preços, esse período que antecede as vendas serve para colocar à prova toda a infraestrutura operacional. Testar sistemas previamente ajuda a identificar falhas que poderiam escalar e comprometer o faturamento no momento de alta demanda.
Estratégia de preços e comportamento do comprador
A definição prévia das ofertas é fundamental frente a um público que monitora os preços com rigor. Um levantamento da Serasa com o Opinion Box mostrou que seis em cada dez brasileiros comparam os valores antes de fechar negócio na data festiva.
A previsão é que o comércio eletrônico nacional movimente cerca de R$ 14,4 bilhões na data em 2026. Lojistas que constroem boa reputação e trabalham a visibilidade dos produtos com antecedência garantem maior competitividade nos marketplaces e buscadores.
Gargalos operacionais e integração de canais
Com o aumento no volume de compras, deficiências operacionais costumam ganhar maior escala. Problemas comuns incluem a falta de sincronia no estoque entre múltiplos canais de venda, demora na emissão de notas fiscais e falhas no envio.
Para evitar cancelamentos e insatisfação, especialistas recomendam que os sellers foquem na automação dos processos fiscais, centralização das informações e atualização instantânea de estoque entre os diferentes pontos de venda.
Acompanhar esse crescimento exige tecnologia para manter a precisão nas etapas de separação, faturamento e entrega, transformando a alta demanda em resultados sustentáveis.
Confira também:
- Catering trava na venda, mostra pesquisa nos EUA
- iFood aposta no varejo com descontos de até 70% no Mega Saldão
- Casas Bahia planeja cortar 30% do quadro e fechar mais lojas

Portal Varejo
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se