Uma pesquisa recente revelou profundas mudanças nos hábitos de consumo e na percepção de saúde das famílias brasileiras. Segundo o estudo The Health Effect – LATAM 2026, realizado pela Worldpanel by Numerator, 33% dos lares no país enfrentam forte pressão econômica, destinando toda a renda a despesas básicas ou acumulando dívidas sem margem para gastos extras.
O grupo de orçamento apertado aumentou de 25% para 33% em um ano. Ao mesmo tempo, a parcela de consumidores que ainda consegue administrar os custos recuou de 45% para 37%. Atualmente, 70% da população lida com restrições financeiras, refletindo um avanço preocupante no número de famílias sem qualquer reserva.
Paralelamente às dificuldades financeiras, a percepção de bem-estar físico teve uma queda contínua. Em 2024, 64% dos brasileiros consideravam sua saúde adequada. Esse índice recuou para 57% em 2025 e atingiu 55% no levantamento mais recente de 2026.
Investimento em autocuidado e medicamentos em alta
Mesmo com o orçamento restrito, o interesse por qualidade de vida cresceu. O grupo de consumidores focados em alimentação e hábitos saudáveis subiu para 30%. Embora bens essenciais dominem 43% dos gastos familiares, itens de autocuidado e bem-estar avançaram 12%, um crescimento três vezes maior que o de produtos básicos.
O segmento de alta renda também destaca tendências específicas. Entre as classes A e B, 12,9% dos domicílios possuem usuários ativos de medicamentos GLP-1 para perda de peso, e 9,5% avaliam iniciar o tratamento. A notoriedade dessas soluções atinge 96,7% desse público.
Além disso, 46% dos lares buscam reduzir o consumo de açúcar. Essa mudança levou a cortes expressivos no consumo de refrigerantes (45%), doces e chocolates (44%) e alimentos ultraprocessados (44%).
O relatório global ouviu 15,4 mil pessoas na América Latina, sendo 3.350 entrevistas realizadas no Brasil, além de um recorte específico com 1.282 respondentes sobre a classe AB.

Portal Varejo
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se