O **mercado de biscoitos** no Brasil apresentou um **crescimento** de 3,45% em seu faturamento durante o primeiro semestre de 2026, conforme dados consolidados pela **Abimapi** (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados). O levantamento, realizado em parceria com a NielsenIQ e divulgado em celebração ao Dia do Biscoito (20 de julho), aponta que a resiliência do setor é sustentada tanto pela tradição quanto pela busca por itens de maior valor agregado.
Entre os meses de janeiro e junho, os biscoitos recheados mantiveram a hegemonia no carrinho de compras, detendo 24,4% de participação de mercado. Logo atrás, as versões de água e sal e cream cracker somaram 17,9%, enquanto os amanteigados e as linhas Maria e Maizena registraram 13,53% e 12,15%, respectivamente.
Preferências e tendências de consumo no cenário nacional
A análise setorial revela que, embora os clássicos dominem o volume, há um movimento nítido em direção a segmentos premium. Os biscoitos cobertos foram o grande destaque, com um salto de 20% em faturamento, seguidos pelo tipo champagne, que avançou 16,5%, e os recheados doces, com alta de 5,8%.
No que tange ao volume de vendas, os itens cobertos também lideraram a expansão com 10,5% de alta. Esse fenômeno sugere que tais produtos estão ganhando terreno como opções de sobremesa, chegando a substituir o chocolate em determinadas ocasiões de consumo, segundo as métricas da NielsenIQ.
Fatores que impulsionam o desempenho do setor
A conveniência tem ditado as regras do jogo, com embalagens de até 150 gramas representando 41,95% das vendas totais. No varejo, o modelo de atacarejo (cash & carry) foi o principal escoadouro em volume, com 252 mil toneladas, enquanto o varejo independente gerou a maior receita, totalizando R$ 5,9 bilhões.
Claudio Zanão, presidente-executivo da **Abimapi**, destaca que a indústria tem demonstrado agilidade para acompanhar as mudanças de hábito. Para o executivo, a combinação entre a relevância dos itens tradicionais e a introdução de novos formatos e embalagens é o que garante a presença constante do produto na rotina das famílias.
Distribuição geográfica do consumo de biscoitos
Geograficamente, o Nordeste se consolida como o principal polo consumidor, sendo responsável por quase 30% do volume nacional. O bloco composto por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 19% de participação.
A região Sul detém 16% do mercado, seguida pelo interior paulista (13%) e pela Grande São Paulo (8,5%). O Centro-Oeste e a Região Metropolitana do Rio de Janeiro fecham a lista com 7% e 6,5% de participação, respectivamente, evidenciando a capilaridade da indústria em todo o território.
Os resultados do primeiro semestre de 2026 reforçam a versatilidade do setor em atender diferentes perfis socioeconômicos. A diversificação entre categorias populares e premium, aliada à adaptação regional, projeta um cenário de estabilidade e inovação contínua para a cadeia produtiva de biscoitos no Brasil.

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