A decisão da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina impulsionou o faturamento de bares, discotecas e casas noturnas em 14,5% no último domingo, segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O levantamento aponta que o interesse pela final superou a movimentação financeira de três dos cinco confrontos disputados pela Seleção Brasileira durante o torneio, consolidando os estabelecimentos como os principais pontos de encontro para os torcedores.
O desempenho financeiro da final ultrapassou os índices registrados nos jogos do Brasil contra o Marrocos (6,4%), Haiti (-2,8%) e Noruega (13,8%). No entanto, o crescimento ficou abaixo das partidas contra a Escócia (34,1%) e Japão, que detém o recorde de 86,1% de alta. Para Carlos Alves, vice-presidente da Cielo, a final manteve a capacidade de mobilizar o consumo mesmo sem o Brasil em campo.
Ascensão do Pix e comportamento de consumo
O estudo também destacou uma transformação significativa nos meios de pagamento. Embora o débito ainda lidere com 42,5% das transações, o Pix apresentou um salto expressivo, atingindo 35,5% de participação. Em termos de faturamento, o Pix já representa 33%, um avanço de 14,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior, com um ticket médio de R$ 49,00, superando os R$ 43,74 do cartão de débito.
No recorte por gênero, o público masculino foi responsável por 69,8% das vendas nos bares. Contudo, as mulheres apresentaram um ticket médio superior, gastando cerca de R$ 55,76 por transação, enquanto os homens registraram uma média de R$ 53,42. Esse dado reforça a importância de estratégias voltadas para diferentes perfis de público durante grandes eventos esportivos.
Impacto regional e desempenho por setor
O efeito positivo da Copa foi sentido de forma desigual entre os estados brasileiros. O Distrito Federal liderou o ranking de crescimento com 15,8%, seguido de perto por São Paulo (14,6%) e Ceará (13,2%). Em contrapartida, o Rio Grande do Sul foi o único estado a registrar queda, com retração de 6,2% no faturamento do setor durante o domingo da grande final.
Enquanto bares e casas noturnas celebraram a alta, outros segmentos do varejo tiveram comportamentos distintos. Os restaurantes permaneceram estáveis com leve alta de 0,2%, enquanto as lanchonetes sofreram queda de 9,0%. No panorama geral, o varejo total cresceu 1,8%, impulsionado principalmente pelo e-commerce, que avançou 11,4% no período, compensando a estagnação das lojas físicas no domingo decisivo.

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