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Domingo, 13 de Setembro 2026
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Como a entrega com drones avança no varejo brasileiro com novas regras

Operações do iFood em São Paulo e Sergipe abrem caminho para um mercado projetado em bilhões, sob novas diretrizes de segurança da Anac.

Como a entrega com drones avança no varejo brasileiro com novas regras
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A entrega com drones já é uma realidade comercial no Brasil, impulsionada pelo iFood em rotas operacionais na Grande São Paulo e em Aracaju para otimizar o transporte de mercadorias no varejo. Em parceria com a Speedbird Aero, o serviço busca agilizar a logística em áreas de tráfego intenso e de acesso complexo a condomínios.

Crescimento e projeções do mercado

Estudos da consultoria Mordor Intelligence indicam que o setor global de logística aérea não tripulada saltará de US$ 1,47 bilhão em 2026 para US$ 6,74 bilhões até 2031. Esse avanço representa uma taxa de crescimento anual de 35,69%, com o e-commerce e o varejo concentrando mais de 51% de toda a demanda mundial.

Como funciona a operação no Brasil

No modelo adotado nacionalmente, a aeronave não tripulada realiza apenas o trecho intermediário do trajeto. O equipamento voa do ponto de coleta, como shopping centers, até um ponto de pouso específico chamado de droneport. A partir desse local, um entregador parceiro ou o próprio consumidor retira o pacote para concluir a última etapa da entrega.

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O iFood realiza testes operacionais desde 2019, iniciando por Campinas (SP). Atualmente, a empresa opera rotas em Aracaju (SE) e entre o Shopping Iguatemi Alphaville e condomínios em Barueri (SP), onde a recusa de entregas terrestres por dificuldades de acesso chegava a quase 50%.

As aeronaves utilizadas hoje conseguem carregar até 5 kg, voando a 50 km/h em uma altitude de 60 metros. Em condições de ventos superiores a 55 km/h ou chuvas acima de 5 mm por hora, a operação é interrompida automaticamente por segurança e o pedido retorna ao transporte terrestre.

Marco regulatório e diretrizes da Anac

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou as normas do setor com a publicação do regulamento RBAC 100, substituindo a antiga regra RBAC-E 94. A nova diretriz altera a classificação dos equipamentos, focando no nível de risco da operação em vez de apenas no peso da aeronave.

Para garantir a segurança do espaço aéreo, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) também implementou a instrução ICA 100-40. Com a simplificação do cadastro, a Anac estima encerrar o ano de 2026 com cerca de 200 mil drones registrados formalmente no país.

Desafios para a expansão do serviço

Apesar do avanço tecnológico e regulatório, a modalidade ainda enfrenta barreiras operacionais. Cada nova rota em ambiente urbano requer autorizações específicas e análises detalhadas de risco. Além disso, limitações de peso e instabilidades meteorológicas exigem que o modal aéreo funcione como um complemento integrado à frota terrestre tradicional.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Varejo

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