O baixo índice de desemprego e o aumento do ganho real dos trabalhadores no país devem impulsionar o crescimento de 30% no crédito imobiliário este ano. O setor terá como foco principal, em 2012, as famílias de classes média e média/baixa por meio da ampliação de ofertas de imóveis participantes do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
As previsões são da Abecip, Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, que aponta ainda que o financiamento imobiliário deve alcançar o recorde de R$ 103,9 bilhões.
O presidente da associação, Octavio de Lazari Jr, explica que os dois fatores citados anteriormente são resultado do aquecimento da economia que o país vive nos últimos cinco anos. "Há mais registros de ganho real de salário para diversas categorias. A permanência no cargo por mais tempo faz com que o trabalhador ganhe confiança de contratar um empréstimo mais longo. E o brasileiro tem esse costume, o de comprar casa para moradia", disse.
Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de desemprego no país ficou em 6% em 2011, a menor da história. "Há um nível de empregabilidade melhor e as pessoas encaram a possibilidade de comprar a casa própria", completa Lazari.
Taxas de juros serão reduzidas
Os juros de financiamento imobiliário deverão ser reduzidos de 10% para 9,5% ao ano em 2012. O presidente da Abecip, Octavio de Lazari Jr, destacou que a previsão é que o mercado acompanhe a redução da taxa básica da economia (Selic) de 10,50% ao ano para 9,50%.
Ele explica que o Programa Minha Casa, Minha Vida vai se manter aquecido, principalmente, com os incentivos do governo e da Caixa Econômica. "São programas importantes para os brasileiros. São 8 milhões de pessoas com déficit habitacional no País. É possível reduzir problemas com esses tipos de exemplos", afirmou.
Ele acrescenta que as construtoras já perceberam a mudança econômica das famílias de classe média e, portanto, vão ampliar a oferta para esse segmento.
Fonte: ABECIP
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