O IPCA-15, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15, sofreu variação de 0,65% em janeiro em comparação a dezembro anterior que registrou 0,56%, de acordo com relatório divulgado pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nesta terça-feira, 24. No acumulado de 2011, o IPCA-15 ficou em 6,44%, número abaixo do seu ano anterior de 6,56%. Em janeiro de 2011, a taxa foi de 0,76%.
A aceleração do índice deu-se principalmente pela variação de 0,79% da categoria de transportes, com impacto de 0,15 ponto percentual, em virtude, principalmente, do reajuste das tarifas de ônibus urbanos nas regiões metropolitas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, além dos intermunicipais. A inflação também atingiu o preço das passagens aéreas (de 2,06% para 10,54%), do automóvel novo (de 0,37% para 0,39%) e do seguro voluntário (de 6,73% para 2,46%).
Outro grupo que contribuiu para o acumulado inflacionário é o de alimentos, com 1,25% em janeiro (ante 1,28% em dezembro) e impacto de 0,29 ponto percentual.
O maior impacto individual, de 0,08 ponto percentual, ficou encarregado pela refeição consumida fora do domicílio, com 1,63% em janeiro (ante 1,13% em dezembro). O lanche (de 1,57% para 1,42%), refrigerante (de 1,06% para 1,37%) e a cerveja (de 1,18% para 1,27%) mantiveram crescimento inflacionário entre dezembro e janeiro.
Dentre os alimentos consumidos no domicílio houve contribuição do tomate (de 1,63% para 11,22%), feijão carioca (de 2,51% para 10,42%), batata-inglesa (de 5,77% para 4,29%), carnes (de 4,36% para 2,03%), frutas (de 1,64% para 1,44%) e arroz (de 0,62% para 1,06%).
O mês de janeiro manteve o mesmo resultado de dezembro na categoria Habitação, com 0,54%. Em contrapartida, o aluguel residencial (de 0,71% para 1,33%), condomínio (de 0,74% para 0,70%) e a taxa de água e esgoto (de 0,00% para 0,13%) continuaram em alta.
A energia elétrica sofreu queda de 0,28% em janeiro, após alta de 0,65% em dezembro. Em desaceleração reúnem-se os grupos vestuário (de 1,10% para 0,19%), artigos de residência (de 0,05% para -0,68%) e despesas pessoais (de 0,74% para 0,55%).
Dentre as regiões analisadas, Rio de Janeiro apresentou a maior taxa de 1,01%, devido ao ônibus urbano, intermunicipal e a de alimentos (a maior taxa entre as regiões pesquisadas). Porto Alegre registrou menor índice, com variação de alimentos de apenas 0,04%.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de dezembro a 13 de janeiro, em comparação com o índice vigente entre 15 de novembro a 13 de dezembro. O indicador analisa famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.
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